belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Miguel Torga e o Menino do Natal

        Simples homenagem ao Amigo e Comprovinciano Miguel Torga, (Natal 2007):

 

«Era uma vez, lá na Judeia, um rei,

Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto

E duas grandes tranças.

 

A gente olhava, reparava e via

Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.

 

 E, na verdade, assim acontecia,

Porque um dia

O malvado

Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,

Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da Nação.

 

Mas

Por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho,pela areia fora,

Fugiu

Daquelas mãos de sangue um pequenino.

 

Que o vivo sol da vida acarinhou

E bastou

Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria;

Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças,

Só porque ele não gostava de crianças.

 

      Coimbra, 12 de Outubro de 1937

               Miguel Torga    (Diário-Poesias)

                            Artur M. Couto



publicado por belezaserrana às 19:32
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007
A FAMÍLIA É A RAZÃO DE SER DO NATAL

  Os dicionários da Língua Portuguesa e os das outras Línguas - referem o natal como o dia do nascimento. Por conseguinte, todos os seres humanos têm um dia de natal e celebram o seu dia de natal, com mais festa ou menos festa. E esse natal deu-se, em princípio, como fruto de amor no seio de uma família, independentemente da forma como ela foi constituída.

  De um modo geral, tratando-se de festa particular, é mais comum referir-se o dia do aniversário e a festa de anos de nascimento.

   Houve um Natal (nascimento de uma criança consagrada por razões que uns aceitam pacificamente, que outros põem em causa, mas que é incontestável, por crentes e não crentes:

  Nasceu e existiu um menino a quem deram o nome de Jesus, como lhe poderiam ter chamado Vítor, Cristiano, Luís.

Nenhum historiador sério pode negar a existência do Menino e do  Homem que não têm nada a ver com outras tradições e outras culturas.

    Neste momento, não vamos discutir nem pôr o problema da divindade. Mas foi à volta dela

que a grande Festa do Natal e toda a movimentação das famílias se começou a dar de há séculos aos nossos dias.

    Haverá alguém que não participe neste grande encontro das  Famílias, sejam elas ricas ou pobres e daqueles que já partiram e por cá deixaram o fruto do seu amor e hoje os recordam com saudade e emoção? Só por isto, já merecia ter nascido o " Mennino" que« foi perseguido

pelo tal diabo com  tranças e que não gostava de crianças=Herodes» (Ver poema  de Miguel Torga).

   Aqui fica a nossa homenagem a todas as Famílias, a todas as crianças e, em particular, àquela a quem deram o nome de Jesus..

                A M C



publicado por belezaserrana às 23:15
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
O CÉU DA MINHA ALDEIA

 

      Foi este o título que dei a um trabalho que fiz durante as férias, no mês de Agosto 2006.

   Aconselho todos os que lerem esta notícia a fazerem o mesmo e a utilizar o mesmo método.

 - Primeiro, precisamos de uma máquina fotográfica digital e de ter vontade de fazer o trabalho.

 - Depois, quando nos levantarmos de manhãzinha, voltamo-nos para sul a ver o sol a sair detrás das serras. À medida que o astro-rei se vai levantando os olhos vão ficando deslumbrados e automaticamente apetece-nos fotografar toda aquela beleza envolvente. A verdura dos campos vai-se transformando e, de repente, lembramo-nos das narrações bíblicas do paraíso ou o perfume saído dos poemas dos poetas que, como Miguel Torga, cantaram a beleza dos vinhedos do Douro ou a majestade das Serras das Aturas o Barroso e do Gerês.

 - Vamos continuar a observar as sucessões constantes entre noites e dias, ora à luz do sol, ora ao brilho das estrelas e da doçura do luar. E se, entretanto aparecerem umas trovoadas benfazejas, entre raios e coriscos, não tenham medo. Abram-se os guarda-chuvas ou encostem a cabeça às janelas atrás do vidros e o medo vai proporcionar-lhes a seguir, momentos de grande encanto e tranquilidade. É assim que fazem os pintores e os poetas; primeiro impregnam e emprenham todas as suas qualidades artísticas e depois, como fazem as parturientes dos seres humanos, vão eles continuar o mistério da criação  nas suas telas ou nas palavras, sejam elas em prosa ou em verso.

  - Quqndo voltar a casa, no seu computador,  faça acompanhar a beleza das imagens com a suavidade das suas melodias preferidas, grave tudo num CD, utilizando o formato VCD ou SVCD, e veja agora na televisão, utilizando um leitor de CDs que lêem muitos formatos e que são baratos.

    -E assim, terá o Céu da sua aldeia para ver e viver quando quiser. 

Procure no blog       aqimetem.blogs.sapo.pt      de 27 de julho  e já fará uma ideia daquilo que podemos fazer para deleite próprio e apoio às aldeias, por vezes, deconhecidas e rejeitadas

 

         Desejamos Boas-Festas a todos os seres que habitam o nosso Mundo.



publicado por belezaserrana às 18:03
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Emigração transformou Trás-os-Montes

 Infelizmente, a problemática da emigração é muito controversa. Por uns é vista com maldita; por outros como abençoada. Na região de Barroso, concelhos de Boticas e Montalegre,´dá para ser vista pelos dois prismas mas se conhecermos um pouco da história destas terras, aldeias, para aqueles que, como eu, vivemos a realidade dos anos 1960-1970, temos de ver a emigração como um factor de lágrimas de saudade com as de alegria do adeus à miséria que se vivia nos meios rurais. A minha aldeia insere-se neste exemplo.Muitos fugiram pela calada da noite e pela calada da noite muitos ficaram a chorar mas passados meses os fraancos franceses foram mensageiros de uma vida nova. Os familiares passaram a alimentar-se melhor; os filhos a substituirem os socos (tamancos em madeira feitos pelo soqueiro lá da terra) por botas mais confortáveis e festeiras; as calças rotas e remendadas foram desaparecendo para darem lugar a umas novinhas em folha. O colmo (palha) que cobria as casas e que, muitas vezes contribuía para as ajudar a incendiar, foi substituído pelas telhas caneiras e de marselha. As pessoas deixaram de ir fazer as necessidades fisiológicas à corte dos porcos para utilizarem as modernas casas de banho. Enfim, quem tiver dúvidas, venha fazer um estudo sério a esta aldeia e não se limitem apenas a ver os filmes sobre a emigração no Instituto Frnco-Portugais em Lisboa, onde se comentam muitos filmes a matar de novo o Salazar e não se reconhece a parte positiva desse período mau, mas que, pelo caminho que levamos, a emigração dos que continuam a estudar e têm que procurar trabalho no estrangeiro, talvez um dia reconheçam melhor as graves dificuldades que nenhum governo honesto quer mas que, infelizmente, se vão sucedendo por circunstâncis que ninguem, com o mínimo de boa formação humana, deseja.

     Sapiãos é hoje uma aldeia bonita, moderna, florida, que continua a subir a  Serra do Leiranco, com 1134 (mil cento e trinta e quatro) metros de altitude, de onde se divisam paisagens espectaculares, quer voltados para Chaves, Vidago, Espanha ou para os lados do Gerês.

     Convidamos toda agente a passar por aqui umas férias e a dizer adeus aos medicamentos antidepressivos, sobretudo, a partir do mês de Abril quando a natureza está toda florida e os campos e serras se transformam num imenso Jardim. 



publicado por belezaserrana às 17:18
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Aldeia fantástica no Barroso - SAPIÃOS -Boticas

 Pouco a pouco irão descobrindo a história da tal aldeia fantástica que de importante passou a insignificante e que nas últimas décadas retomou o sentido histórico de quem a fundou em tempos remotos.

 Para já, incluímos um texto que documenta a origem do apelido Barroso, de todos os que o utilizam em Portugal.

   

    « Com base na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, página 313 do 4º volume; no livro de Linhagens (Livro Velho III); no Armorial Lusitano, página 88; e no Historial do Apelido de Família do CAPB, o apelido «BARROSO», de raiz toponímica, teve a sua origem nas Terras de Barroso, em Trás-os-Montes. O primeiro que o usou, e que provinha da antiga linhagem dos Guedeões, retirou-o de uma torre no lugar de «Sipiões», naquela região, da qual foi Senhor. Foi ele D. Egas Gomes Barroso, filho de D. Gomes Mendes Guedeão e de sua mulher D. Chamôa Mendes de Sousa, ambos tratados no Nobiliário do Conde D. Pedro, filho de D. Dinis, onde se vê ainda ser neto de D. Gueda, o Velho. Foi D. Egas rico-homem dos Reis D. Sancho II e D. Afonso III, tendo ido em 1247, durante o reinado deste último soberano, ao cerco de Sevilha, em auxílio do Rei D. Fernando, o Santo, de Castela. Dos dois filhos de D. Egas vêm duas distintas linhagens: a dos Bastos, descendentes de seu filho segundo, D. Gomes Viegas de Basto, e os Barroso, provenientes do casamento do primogénito Gonçalo Viegas Barroso com D. Maria Fernandes de Lima. Destes ficou vasta geração, a qual manteve o uso do apelido, muitas vezes até por linha feminina. Fixando-se na região de Braga e Barcelos vieram a ser Senhores e administradores de bons Vínculos e Morgados, como os das Quintas da Falperra, do Eixido, de Oleiros, ou de S. Jorge, que tinha Capela em S. Francisco, no Porto. As armas usadas por esta família são: de vermelho, cinco leões de púrpura, armados e linguados de ouro, cada um carregado de três ou de duas faixas também de ouro.

Timbre:     um dos leões com as faixas.

 

 

            Nota: - ( Sipiões, agora Sapiãos, concelho de Boticas).

 



publicado por belezaserrana às 16:51
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