belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
A ESPERANÇA DE PORTUGAL

 

RICOS NO AMOR E RICOS NA FORTUNA ECONÓMICA

 

       Muito dinheiro nos Bancos, muitas casas, grandes negócios e muita publicidade nas revistas sociais podem não ser factores essenciais para construir a verdadeira riqueza que torna as famílias e os países felizes. Todos os cidadãos experimentados e sensatos sabem que esta afirmação é verdadeira.

 

  O Senhor que vemos na imagem é presidente do Conselho de Administração do maior grupo empresarial privado português e filho do Senhor Engenheiro mais conhecido em Portugal, por ser uma grande personalidade, senhor de uma grande fortuna construída com muita inteligência, dinamismo, poupança e investimento. Já toda a gente adulta sabe que nos estamos a referir a Belmiro de Azevedo, a segunda figura mais rica, actualmente, em Portugal.

      O Dr. Paulo de Azevedo, educado dentro dos parâmetros que os seus Pais consideraram melhores para os seus filhos, está a tentar transmitir, conjuntamente com a sua mulher Nicole, à Laura, de seis anos, à Joana, de 14, e ao Tomás de 17, um humanismo saudável e uma preparação cultural responsável que respeite as diferenças com carinho e responsabilidade actuante.

       Da revista CARAS extraímos: «Viemos rever os amigos da Operação Nariz Vermelho e de empresas aqui representadas…»

                          Acrescenta a pequenina Laura: «Viemos brincar…»

 

      O Presidente da Sonae SGPS e a família tinham regressado de uma missão de dois meses numa organização não governamental em Moçambique. «Queríamos que os nossos filhos reconhecessem o privilégio de ter uma boa casa, uma boa escola e, também, de terem nascido nesta sociedade. Esta viagem foi muito importante para a nossa família», concluiu.

 

         -   Se quisermos que a miséria desapareça dos que vivem à nossa volta, todos podemos aprender com esta maneira de educar. Os meninos ricos viram em Moçambique meninos pobres com fome, a terem aulas sentados no chão, fazendo das suas tenras pernas as secretárias sobre as quais apoiavam as velhas lousas em que alguns de nós escrevemos há umas dezenas de anos nas velhas escolas transmontanas, paredes meias com os animais. E os netos do Senhor Engenheiro também lhe vão ouvindo contar a sua própria história de menino pobre… e é capaz de ainda lá ter essas lousas em que ele e os irmãos escreveram quando eram crianças. E ouvimos, todos nós portugueses, que sendo, agora, senhor de uma das maiores fortunas dos homens ricos do globo, só troca de carro de 10 em 10 anos…

 

     … E a maior parte dos pindéricos de Portugal trocavam de carro de 3 em 3 anos.   Por isso é que Portugal anda mesmo de tanga a mendigar por esse mundo fora…

 

           A esperança de dias melhores tem mesmo de passar por estes Homens das calças de ganga e uma jaqueta simples mas com uma cabeça rica em conteúdo, a criar riqueza e a pagar salários a muitos milhares de operários que, angustiadamente, pela incerteza do futuro, vão tendo pão e um sorriso para os seus filhos.

          - É tempo de acarinhar os empresários honestos, criativos e trabalhadores e não, como fazem muitos, de punhos levantados, a metê-los todos no saco dos ladrões e exploradores.

 

                                          Artur Monteiro do Couto      



publicado por belezaserrana às 17:08
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
CINCO A BATER NUM E NÃO O VENCERAM

    

                                                                                                  foto DN

           Uma Família exemplar, aliada ao talento e trabalho honesto

 de um Homem saído de um meio rural, foi escolhido, pelo Povo Português

para ser reeleito Presidente da República de Portugal.

As calúnias e a inveja de alguns foram marginalizadas pela maioria

dos portugueses que, honestamente, também querem o apoio de quem

 os pode ajudar a ter uma qualidade de vida condigna,

 no respeito pela dignidade, trabalho e bom senso.

          

                       VIVA PORTUGAL 

 

      Nota: CAVACO SILVA abdica do salário de Presidente, mantendo apenas as reformas que receberia sem viver preocupado em resolver os problemas de Portugal.

      É pena que os caluniadores não sejam julgados em tribunal...

      



publicado por belezaserrana às 20:23
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011
OPERADORES RURAIS DE PORCOS, CÃES, E OUTROS ANIMAIS

 

         SABEDORIA POPULAR TRANSMITIDA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

 

 

                INTELIGÊNCIA E OUSADIA NOS MEIOS RURAIS

 

 

          O Filósofo disse: « a necessidade cria o órgão…»

          Nas aldeias portuguesas, os pastores pobres tratam as doenças e os ossos partidos de cães, carneiros, ovelhas, cabras e outros animais como se fossem médicos saídos das Universidades; também por necessidades financeiras e falta de Veterinários. É evidente que as pernas podem não ficar tão direitas e demorarem mais tempo a curar, mas a vida continua com misérias e grandezas, isto é, êxitos e fracassos, como acontece com todos nós.

          E também há a categoria dos « endireitas » a quem recorreram os humanos ao longo de centenas de anos para lhes endireitarem os ossos dos braços, das  pernas e dos pés. A estes, o Povo, deu-lhes o título de «endireitas e bruxos», muitos deles ainda se costumam reunir em congresso, no mês de Setembro, na Universidade Popular de Vilar de Perdizes, fundada pelo Reitor, Padre Dr. António Lourenço Fontes.

          - Observemos o trabalho que o Avelino Frutuoso Alves está a fazer na barriga do porco, que vai ser saboreado por cidadãos anónimos ou peritos em gastronomia.

           - Quantos cirurgiões profissionais não cortam a barriga dos humanos com menos precisão do que este agricultor do norte de Portugal.

              Como se vê, os porcos barrosões até depois de mortos são tratados com zelo e eficiência.

                                    

                                  O porco e o sabão dos pobres

 

 O porco, na era pré-industrial, teve um papel importante porque, com a gordura que lhe protegia sobretudo os intestinos, (como a gordura  que faz as indesejáveis curvas na barriga das mulheres da casa dos 40 anos e que para a retirar e ficarem mais elegantes se submetem à lipoaspiração em consultórios médicos de estética) – essa gordura da barriga dos porcos era utilizada na culinária dos pobres para substituir o azeite nos caldos (sopas), para dar brilho e conservar as peles dos socos, das botas, as molhelhas dos bois, dos cintos e de todo o outro género de peles caseiras – porque ainda não havia os actuais unguentos saídos dos laboratórios químicos modernos.

      Até o precursor do sabão moderno, para lavar a roupa, era feito a partir do unto (gordura da banha de porco) da seguinte forma: « as gorduras eram derretidas numa panela, misturadas com água, um pouco de género de omo e soda cáustica. Mexia-se essa mistura com um pau até estar preparada a solidificação. Nessa altura, deitava-se tudo num tabuleiro de madeira e depois de bem formatado e seco, cortava-se aos bocados, como se faz hoje ao sabão azul e branco. E as nódoas da roupa normais desapareciam e as camisas de linho e as toalhas ficavam branquinhas, sem a tradicional barrela feita com as cinzas das lareiras.

                          

                                          Artur Monteiro do Couto 



publicado por belezaserrana às 15:19
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
O CICLO DO PORCO EM TERRAS TRANSMONTANAS

  

      BELAS ALHEIRAS E SALPICÕES DO LOMBO DO PORCO, AO FUMEIRO

 

   

                                     O CICLO DO PORCO

   

           NOS livros escolares já leu, compreendeu e fixou as voltas que o pão deu até chegar à sua (nossa) boca, como parte da nossa alimentação: eis o ciclo do pão.

 

           Hoje e aqui, vai acompanhar o ciclo do porco.

 

           Vamos começar:

 - No pátio da casa rural transmontana, um grupo de machos e de fêmeas porcinas saboreavam as hortaliças que lhes tinham destinado para a merenda. Um borrão (porco macho), começou a sentir-se com um aquecimento estranho e o instinto motivou-o a saltar para o lombo da porca que já muitas vezes lhe tinha suscitado paixão procriadora e abraçando-a com as patas dianteiras no pescoço colocou-lhe o abençoado espérmen, no seu seio, que havia de gerar 12 bácoros branquinhos, lindos, lindos, que seriam o encanto das crianças. Os patrões deliraram pela qualidade e quantidade, uma boa esperança de aumentarem os seus proventos.

 - E os pequeninos porquinhos, agarrados às tetas da mãe para iniciarem a saborosa alimentação, cresciam a olhos vistos. Pouco tempo depois, já comiam batatas cozidas, bem amassadas, farelos de centeio na sopa, pedaços de abóbora e outros sabores que a natureza e os zelosos patrões lhe seleccionavam para comerem e gritarem por mais.

   Passados meses, já tinham direito a alimentar-se como os mais velhos: milho, centeio, botelhos, batatas cozidas e cruas, maçãs, etc.. Havia e há mais abundância na pia dos porcos da aldeia do que numa grande parte das mesas actuais de alguns cidadãos.

   Passados cerca de 10 a 12 meses, já adulto, para as exigências da espécie, começam os maus pensamentos dos patrões  a prepará-lo para uma nova fase: “ a cerimónia da matança”.

Dão-lhe alimentação redobrada até atingir entre 100 e 150 quilos. Com este peso, o porcalhão já mal se mexe…«Por isso é que se diz que “aquele homem está gordo como um porco” quando, com a barriga grande e as calças nas pernas agitadas ao vento, fazem lembrar as bandeiras  na torre da igreja, em dia ventoso de festa.

Assim, com bons presuntos, lombo grosso para dar uns bons salpicões e senhor de abunbante carne menos valiosa para fazerem alheiras, chouriças de carne, farinheiras e chouriços especiais, envolvidos nas tripas dos intestinos grossos, está atingido o objectivo.

       E o amaldiçoado dia para o imponente animal chegou por altura do último mês do ano. A comunicação de boca a boca, de porta em porta, pelo telefone ou SMS (nos nossos dias), anuncia aos familiares e amigos o dia e a hora da festa da matança dos porcos lá de casa. E como festa é festa, e todos os normais gostam de festas, agradecem o convite e aceitam a participação no adocicado assassinato do animal-rei das iguarias regionais e nacionais. Vejam só o Restaurante Solar dos Presuntos, em Lisboa, a poucos metros do Coliseu de Lisboa.

      O Alfredo, de faca bem afiada e bem cortante, inflige um único golpe no pescoço do “Bonito” e este grita com tal estridência que se faz ouvir por toda a povoação a lamentar a sua sorte e a despedir-se dos colegas. O sofrimento foi rápido, quase como se nos tivesse dado um enfarte mortal do coração a nós.

  

       

            LIMPEZA CUIDADA E TOTAL                       Fotografia de Rcmonteiro

 

 

                    Vivido este momento triste, que fez tapar os ouvidos a uns e voltado a cara a outros, a boa disposição voltou e, agora, com toda a gente preparada para a operação limpeza. Alguns, até pareciam barbeiros a fazerem a barba aos seus clientes. Limpeza feita, começa a autópsia ao interior do bicho. Parecia o interior de um humano. O Povo diz: « se queres ver o interior do teu corpo, vê o do porco»… e lá estava o coração, o fígado, todo o aparelho digestivo e os componentes restantes que mantiveram uma vida sempre saudável, com peças de origem.

      Tudo preparado segundo as regras de bem-matar, lavar, desventrar e seleccionar, concluiu-se que até os ossos e as vértebras podiam ser chupadas, depois de cozidas.

 

                   AGORA PÕE-SE A QUESTÃO:

 

            Será que terminou o ciclo do porco ou vai entrar-se numa segunda fase?

            Vamos entrar na segunda fase, concretamente, a festiva.

            Na sala de jantar, geralmente, numa grande cozinha que serve para festas e tristezas, reúnem-se os convidados para uma grande jantarada, associando as batatas, nabos, couves, cenouras, arroz e os órgãos mais saborosos saídos do interior do rei-porco, com partes carnívoras de outras espécies animalescas ou de aves caseiras.

           O vinho é do maduro de Valpaços ou de Vidago, tinto. Minutos depois, já toda a gente canta, conta histórias ou se ri com as gargalhadas sugeridas pelos cantores ao desafio, acompanhados pelos sons das concertinas.

            Uma semana depois, entra-se na fase da confecção do fumeiro e preparação, especificamente, do que tem de se vender ou ficar para o consumo caseiro.

 

      

   A comercialização começa nas “feiras de fumeiro”, regionais. Sobretudo, em Boticas, Montalegre, Chaves e Vinhais.

           Convidamo-Vos a fazer-lhes uma visita; já neste mês. Em Boticas, nos dias 14, 15 e 16; em Montalegre, dias 27 a 30.

                            Artur Monteiro do Couto

 

        



publicado por belezaserrana às 18:04
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Sábado, 1 de Janeiro de 2011
QUE O SOL DA FELICIDADE BRILHE EM TODAS AS FAMÍLIAS em 2011.

        

         O NASCER DO SOL EM MANHÃ DE NEVOEIRO NA MONTANHA DA ALDEIA       

 

         Esta imagem leva-nos a pensar que é possível que durante o novo ano, agora iniciado, o sorriso de felicidade, espelhado, normalmente, nos nossos olhos, possa ser ensombrado por momentos menos agradáveis. Mas devemos ter a certeza que o nevoeiro não dura sempre e a intensidade da luz vai ultrapassá-lo. A felicidade ressurgirá com uma dinâmica diferente, mas voltará, para nosso prazer e de todos aqueles que nos são queridos.

 

            UM BOM ANO PARA TODOS OS SERES DO PLANETA .  

                            arturcouto@clix.pt  



publicado por belezaserrana às 01:51
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