belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
FLORESTAS OU ALDRABICES MAL ESCLARECIDAS.

 

                    Fotografia tirada em Setembro 2011 por Hélène Frias-Gomes

 

                                  FLORESTAS OU ALDRABICES?

 

        Tive o prazer de seguir pela televisão a entrevista dada pelo Arquitecto Ribeiro Telles à jornalista da RTP/Radiodifusão, Maria Flor Pedroso, dada a diversidade de subtemas questionados por duas figuras de relevo, cada uma dentro da sua especialidade.

     Quando a jornalista introduziu o tema florestas, o Professor sorriu

 e focou a ignorância que gira à volta da palavra “floresta”; e acrescentou:

 muita gente com responsabilidades políticas não sabe distinguir um “montado”, um aglomerado de árvores da mesma espécie de uma verdadeira floresta formada por variadas espécies … e citou múltiplos exemplos. Não tinha ideias claras; fiquei a saber. Cresci a contemplar uma imponente montanha e os pinheiros - e só pinheiros bravos – que cabisbaixo e revoltado, já adultos, vi desaparecer , impiedosamente queimados, algumas vezes sob o olhar triste de populares, Bombeiros e Helicópteros sem lhes poderem acudir. Agora já sei distinguir a sério uma floresta de serras com restos de pinheiros vivos ou mortos pelo fogo. “Mais vale tarde do que nunca”.

 

      Na minha frente tenho uma entrevista dada pelo Comandante dos Bombeiros de Boticas, Arnaldo Machado, publicada no Ecos de Boticas de Novembro 2011 onde mistura algumas alegrias e tristezas com o apoio dado à Corporação para o combate aos incêndios.  Lamento principal: «Somos a única Corporação do Distrito de Vila Real que não tem ambulância de socorro».

«Entre 1 de Janeiro a 31 de Outubro 2011foram contabilizados 916 incêndios no Distrito de Vila Real, o mais afectado do país, segundo A Autoridade Florestal Nacional. A área ardida foi, também, a maior do país, com 12. 985 hectares.»

 

         Lemos há dias:

 

        -  Comissão de Agricultura vai visitar baldios em Trás-os-Montes, escreveu a jornalista Maria Meireles em A VOZ DE TRÁS-OS-MONTES de 8/12/2011. Li com muito interesse a bem explícita notícia da qual transcrevo:«A delegação de dirigentes da Baladi que reuniu com os deputados “registou com muito agrado” a resposta positiva ao convite, sobretudo numa altura em que se “discute se os investimentos nas florestas estão ou não a ser bem aplicados.» E conclui: Finalmente, a Federação de Baldios aproveitou para “denunciar a odisseia do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER)”. Todos os dias nos debatemos com a incapacidade de fazer chegar aos governantes que o sector florestal está asfixiado por políticas e instrumentos de planeamento desenquadrado com a realidade”, defendeu Amândio de Carvalho.»

       Agora, reveja a imagem do helicóptero a tentar retirar água e pense nos milhões que têm sido atirados ao lixo quando não se construíram infra-estruturas necessárias para ajudarem a apagar os incêndios.

 

     

   A água está num pequeno tanque particular de rega, aonde o reservatório mal cabe.

   Perda de tempo e de dinheiro e a serra a arder ali ao lado, em Boticas.

 

     - Espero que os 3. 018. 858,04 (milhões de euros) a gastar nas obras no Parque “Boticas”- Natureza e Biodiversidade”. Não tenha só obras de fachada, mas também infra-estruturas destinadas a apoiar os meios aéreos que evitem que todo o projecto desapareça, como todos os anos vão desaparecendo os pinheiros das serras e animais dos lavradores, como aconteceu, ali perto, em Covas de Barroso.

      Visitei as obras do parque em Setembro. Admirei o que vi, mas

estou a pensar no que não vi. Acompanha-me a realidade do helicóptero e a imagem dos aviões a passar por cima da minha casa, no Verão, em busca de água a muitos quilómetros de distância.

 Boticas tem 318 quilómetros quadrados de serras salpicadas por umas centenas de casas que albergam à volta de 5000 (cinco mil) habitantes. Pelo menos ajudem a salvar as árvores e animais que as povoam. A imagem do helicóptero captada em Setembro 2011 por uma jovem francesa a passar férias é bem esclarecedora da indiferença com que são ouvidos os Bombeiros e populações locais. Entretanto, aumenta a pobreza e a emigração.

                            Artur Monteiro do Couto



publicado por belezaserrana às 22:49
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