belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
CAMÕES,LEVANTA-TE E TRAZ A ESPADA E A CANETA

       Túmulo de Luís de Camões no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

 

        Viveste no no século XVI, ajudaste a cobrir Portugal de Glória, aquém e além mar; e despediste-te a chorar quando te apercebeste, já velho, cansado e pobre, que os “Espanhóis” iam governar de “ mão beijada”, via uterina,com traições à mistura, o grande Império que ajudaste a levantar durante centenas de anos. Choraste e desabafaste: «morro com a Pátria» e partiste antes de o desgosto ser total e o facto da perda da “independência” estar consumada com a tomada de posse do rei espanhol Filipe II (em 1581).

        Partiste de Lisboa em 10 de Junho de 1580 e, antevendo o que ia acontecer, angustiado, exclamaste pesaroso : «Ao menos morro com a Pátria!».

 

        E a ruína foi aumentando a cada ano que passava ..., até que alguns Portugueses, leitores da tua epopeia literária, «OS LUSÍADAS», decidiram honrar a tua Memória e lutar com o orgulho com que te dirigiste ao  de escritores de outros Povos: « Cesse tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta... « Eu canto o Peito Ilustre Lusitano a quem Neptuno e Marte obedeceram...»

       E como mais vale tarde do que nunca, passados sessenta anos, no dia 1º de Dezembro de 1640, um punhado de Portugueses soube honrar as tuas barbas; recuperaram a “Independência Nacional” com o mesmo brilho com que D.Afonso Henriques a conquistou no século XII.

       Passaram-se os anos e verificamos em 2012 que é verdadeira a máxima que: «entre os Portugueses, traidores houve algumas vezes».

       E os traidores aparecem todos os dias nos meios de comunicação social: «usurpadores de bens alheios, parasitas a defraudar o fisco, falsários de toda a ordem e sorvedores do suor e sangue alheio, submersos em submarinos ou voando pelo espaço.»

      E os Povos que tu ajudaste a descobrir, a educar e a esconder « as partes feias» nas longínquas terras africanas, asiáticas e outras, são as que agora estão a vir em nosso socorro... sentimo-nos felizes com o apoio de todos, mas envergonhados por não sermos dignos de Ti e de todos os outros que sempre lutaram e trabalharam com dignidade para não sermos corsários e agora se estejam a inventar truques inimagináveis para sugar o sangue do próximo.

      Sabes, Luís Vaz de Camões. Não fiques triste, mas em vez de ouvirem a tua voz saída dos teus valorosos escritos – um testamento de fortuna – preferem ouvir a voz dos desonestos, dos vaidosos, dos trafulhas e substituí-la nas escolas, nas famílias, nos palcos e em grandes desfiles de corruptores e corrompidos em lugares sumptuosos construídos sobre a miséria alheia.

       Levanta-te e pede « ao Deus que tudo manda» que te deixe cá vir abaixo, que te deixe trazer a espada, a voz afinada e alguns instrumentos de comunicação ajustados para seres entendido, como o foste em tempos idos, e pode ser que associado àqueles que ainda amam Portugal, « a Pátria amada», se ponha fim a este descalabro que dia a dia está a aumentar, sem ver, ao fundo do túnel, a luz da Independência Nacional, no sentido mais amplo,a ser recuperada.

                           O teu admirador

                      Artur Monteiro do Couto

                       (um serrano na cidade)  



publicado por belezaserrana às 11:34
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1 comentário:
De A.A. a 14 de Agosto de 2012 às 21:54
Maravilhoso! A mudança dos tempos e a mudança das vontades foi uma "coisa" que já o grande vate soneteou com sublime mestria. Muito antes do lamento do nosso vate, já Jesus, o Nazareno, pegara no azorrague para expulsar os vendilhões do templo. Andou o pobre do Afonso I às bordoadas à mãe para fazer um Portugal grande e próspero; andou o pobre do Henrique, aquele que diziam ter um chapeu de cortiça, a queimar as pestanas na criação duma Escola Náutica lá para Sagres, para mandar para o desconhecido, aventureiros vencedores do Adamastor; e tantos outros, para hoje, os meninos de bem, que aprenderem a ler, a escrever e a contar mas sem saberem ler, nem escrever foram, pelo seu "saber de experiência feito" colocados no pódio, como gestores sábios, competentes e probos, para "prazer" de meia dúzia e "tédio" de milhões. Quado aparecerá uma "padeira de Aljubarrota" para dar uma lição? Ao A. Couto, um grande abraço.


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