belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
CRIANÇA NASCEU NAS ÁGUAS MORNAS DO RIO TÂMEGA.

 

   

         Era Verão. A água corria serena junto à Praia de Vidago,

a caminho do rio Douro que a iria projectar no Oceano Atlântico, banheiro natural da cidade do Porto.

      Na margem esquerda habitava um jovem casal vindo das serras pobres, duras, incultas e frias do Barroso que encontrou um ambiente paradisíaco, povoado por vinhedos e pomares de cerejeiras, macieiras, pereiras, oliveiras e pinheiros mansos. Tudo se dava naquela quinta idílica da Ribeira, onde o sumo de Baco facilmente atingia os 14 (catorze) graus, tanto o branco como o tinto.

      Há umas dezenas de anos, numa manhã agradável, o imprevisível aconteceu: uma jovem e elegante Senhora, geradora do dom da vida, tinha um tesouro no seu ventre. Quando decidiu entrar no barco, na companhia do seu amor de sempre, para o acompanhar até ao moinho situado na margem direita, a poucos metros de distância do seu doce lar, eis que o fruto de um grande amor recíproco surgiu dentro do barco como um novo passageiro masculino, soltando a saudação habitual de quem penetra num novo mundo. Os Pais, entre a alegria e a preocupação da surpresa serenaram com um sorriso nos lábios e um crescendo de amor no coração. Calmamente, o pai segurou-o pelos pés e mergulhou-o nas águas cristalinas e abençoadas do rio Tâmega, transportador de beleza e de esperança. Quando o retirou já lavado, colocou-o nos braços maternais e exclamou: o nosso menino é muito lindo; bendito seja Deus por nos ter dado esta prenda.

     O moinho ficou para trás. De regresso a casa, dentro das toscas tábuas de madeira que faziam lembrar as que partiram do Tejo à procura de novos mundos, os progenitores vinham cantando uma canção de amor: o nosso Menino vai dar-nos muitas alegrias. Vamos continuar a trabalhar para o fazer feliz. E o bebé foi crescendo. Todos os centímetros eram medidos pela fita do amor. A beleza dos seus olhos e os sinais de conforto daquele dom de Deus semeavam felicidade no casal Barrosão. O Menino cresceu entre os aromas perfumados das flores que adornavam o ambiente campestre. E esse aroma espalhou-o em casa, nas escolas onde estudou, nos lugares onde trabalhou, todos bem diferentes e longos; desde os mais humildes até à grandeza da Cidade capital do país. E, como se lê no DICIONÁRIO dos MAIS ILUSTRES TRANSMONTANOS e ALTO DURIENSES, coordenado pelo Dr. Barroso da Fonte, «Aqui, em Lisboa, atingiu o topo da carreira, com muitos e bons anos de competente serviço e dedicação à causa pública que serviu exemplarmente.»

     Abençoados os seios que o amamentaram e as mãos calejadas que o iniciaram num percurso de sucesso.

 

     Orgulhamo-nos de O ter como amigo.  

            Artur Monteiro do Couto

 



publicado por belezaserrana às 21:48
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