
FERNÃO DE MAGALHÃES
A estátua que vemos na imagem encontra-se na Praça do Chile, em Lisboa, na Avenida Almirante Reis, a mais longa da cidade.
Com base nas informações registadas na página 329 do I Volume do Dicionário dos mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, da autoria de Barroso da Fonte, é indiscutível que Fernão Magalhães é «natural da Vila de Sabrosa, comarca de Vila Real, Província de Trás-os-Montes, como ele próprio declarou no testamento feito em 19 de Dezembro de 1504».
Este grande Cidadão do Mundo saiu jovem da sua terra natal, como saíram muitos emigrantes portugueses, à procura da aventura e de melhor qualidade de vida. E lutou com todas as suas forças contra os ventos e marés reais, no meio dos Oceanos, e os ventos e marés em sentido figurado, junto da Coroa Real, que não soube reconhecer os seus méritos, com provas dadas.
Acreditou nele a Coroa Espanhola em 22-03-1518, disponibilizando-lhe todos os meios para empreender a “ Volta ao Mundo “em frágeis naus. E é a partir daqui que o Transmontano inteligente e persistente, vencendo a fome, a sede e o escorbuto (doença geral), impulsionou os marinheiros que, foram sobrevivendo, a concluir a Viagem de Circum-Navegação. Ficou, assim, a dever-se a Fernão de Magalhães, que morreu no cativeiro de Mactan, a ideia da mais arriscada viagem marítima, dizendo-se agora dele:
« É uma figura que simboliza uma mão aberta a todas as culturas»
« Uma prova de amizade e fraternidade entre os Povos»
A Câmara Municipal de Lisboa homenageou-o nas comemorações do
Quinto Centenário da Morte do Infante Dom Henrique no dia 21 de Outubro de 1960, como se lê na placa junto do Monumento.
Está prevista a criação de um simulador onde será possível sentir o que era estar numa nau, em pleno oceano, em 1521.
MAGALHÃES é um nome ilustre que deu o nome ao moderno computador português que vai ser um veículo moderno de cultura pelo Mundo que Fernão Magalhães ajudou a descobrir há quinhentos anos.
Associamos a esta homenagem todos os Transmontanos espalhados pelo Mundo.
A estátua que se encontra na Praça do Chile foi esculpida por Guilherme Córdoba (chileno).
Foi oferecida a Portugal pelo Presidente D. Carlos Ibañez Del Campo a 26 de Abril de 1930.
Artur Monteiro do Couto