belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
OS LAMPANTINS (BURLÕES) DE LUXO ANDAM À SOLTA. CUIDADO COM ELES.

 

        Aos pobres das aldeias que apanham fruta nas árvores, sobretudo, em macieiras, pereiras, cerejeiras, amoreiras e uns cachos de uvas, são apelidados de “ladrões, gatunos, lampantins, larápios, rapinadores, amigos do alheio. E se os miúdos (crianças de tenra idade) são apanhados em cima das árvores, esperam por eles até descer e são punidos pelos seus actos à cinturada, com puxões de orelhas, pontapés no traseiro, umas bofetadas e outras atitudes repressivas.

          Aos administradores capitalistas, quando são apanhados a rapinar, trafulhar, a criarem prejuízos incontáveis à humanidade, como actualmente acontece, em vez de serem imediatamente metidos em prisões de alta segurança, ou lhes colocarem as cordas na garganta e os despacharem para o meio do inferno,
  "os ditos civilizados, cultos e peritos em gestão financeira", reúnem-se a festejar a sua impunidade em luxuosos hotéis de sete estrelas… Um escândalo e um insulto aos cidadãos honestos.
         À freira que foi encontrada no autocarro sem bilhete de transporte, que, possivelmente, até deu o custo do bilhete a uma criança para matar a fome,(menos de um euro) aplica-se-lhe, como castigo, um mês de prisão.
        Aos rapinadores de biliões de €uros, contemplamo-
-los a gozarem a opulência, na vida faustosa, a olharem com ar de gozo para as vítimas. Bem diz a sabedoria popular:
                   «Fica-te Mundo cada vez a pior».
                  Reparem só nestes números, que transcrevemos da Revista "VISÃO" de 16 de Outubro 2006.
     « Banqueiros - Indemnizações de luxo. Causaram o desmoronamento das mais seguras instituições financeiras de Wall Street e deixaram buracos de milhares de milhões de euros. Mas, ao saírem, levaram os bolsos cheios. Este é o ranking das indemnizações:
                Um levou:     117 milhões de euros.
               o segundo:      76 milhões de euros.
                Outro               43 milhões de euros.
               O quarto:         40 milhões de euros.
               O quinto:          38 milhões de euros.»
 É um escândalo e uma ofensa aos cidadãos que mourejam sem descanso e quando o infortúnio lhes bate à porta têm de se juntar ao número dos sem-abrigo, como vemos todos os dias nas grandes cidades do mundo.
 
        Demos uma olhadela pelo que se passa em Portugal e que anda de mão dada com os políticos:
        €UROS 52.630 (cinquenta e dois mil e seiscentos e trnta euros) - foi a remuneração média mensal, paga pelas empresas do PSI 20 aos seus administradores executivos, em 2007.
         Vencimento de Ministro. O vencimento de um ministro em 2008 é de 6.507 euros, incluindo 35% de despesas de representação.
         Um  Secretário de Estado. Recebe 5.895 euros, incluindo as despesas de representação.
  
            Se atendermos a que há Ministros e Secretários de Estado a tutelar as grandes empresas do Estado, cujos administradores recebem, à vista, nove vezes mais... nada de estranhar que os respectivos políticos estejam a contar, quando forem substituídos, como os americanos a verem premiada, muitas vezes, a sua incompetência profissional e seja apenas recompensado o trabalho de colar cartazes do partido e por bater palmas aos discursos do chefe. 
       Pessoalmente, penso que os vencimentos dos Ministros competentes, nunca deveriam ganhar menos que os administradores das empresas tuteladas por eles.
Parece-me inadmissível que quem recebe ordens ganhe mais de quem as dá.
       Considerando o que se está a passar no sistema financeiro, o Bispo de Leiria-Fátima, o transmontano flaviense, Dom António Marto, criticou a ganância dos patrões do sistema financeiro e os seus vencimentos milionários» em 13 de Outubro, em entrevista aos meios de comunicação social.
        É um escândalo universal que os ricos estejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E o pior é que a maior parte desses ricos fizeram fortunas a rapinar os pobres e as crianças que se contentam com uma mão cheia de cerejas, e são punidos, e os grandes rapinadores passeiam-se em aviões particulares e alguns morrem por terem comido de mais. Mas há também os esbanjadores vaidosos que querem vender a imagem de ricos, trocando de automóveis de dois em dois anos, frequentando a vida social das senhoras armadas em ricas e bonitas, e, por vezes não passam de uns "frascos", no dizer popular.
      O Salazar dizia que era preciso produzir e poupar, para se criar riqueza  e o Senhor Engenheiro Belmiro de Azevedo, Homem rico, inteligente e poderoso, economicamente, troca o carro de 10(dez) em 10(dez) anos, e quando se casou, segundo a Biografia que leio com frequência, até móveis comprou em segunda mão. Ao trabalhar e poupar do Salazar acrescentou " investir " para criar riqueza. E é, efectivamente, rico e criou 75.000 postos de trabalho nas suas empresas.
            Só com basófias, a cantar, a dançar e a fumar, não se vai a lado nenhum.
       Ficamos à espera que tudo isto dê uma grande volta e o Mundo seja mais justo e humanizado.
                  Artur Monteiro do Couto
 Clique no endereço:
http://www.flickr.com/photos/arturcouto
  e veja belas fotografias.


publicado por belezaserrana às 19:04
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2 comentários:
De belezaserrana a 4 de Dezembro de 2008 às 13:27
O político e grande economista Professor Francisco Louçã comentou esta época de ladroagem que atrvessa nos Bancos desta forma:
" Quem rouba um tostão é ladrão...
" Quem roba um vintém ... é barão...
Nota: em tempos não muito distantes, um "Vintém" valia 20 (vinte) reis ou 2 (dois) centavos, na moeda portuguesa "escudo".
Um tostão valia !00 (cem) reis ou 10 (dez) centavos.
Conclusão: Quem roubava cinco vezes mais era considerado um barão = homem ilustre. Quem roubava pouco era considerado ladrão e era condenado à cadeia ou a apanhar uma sova... (apanhar pancadaria...). As Universidades estão cheias de Cursos para preparar novo tipo de ladrões, que depois de provados os roubos e dos ladrões, ainda são considerados barões - homens ou mulheres importantes. A pouca vergonha anda à solta em pleno século XXI.


De belezaserrana a 6 de Dezembro de 2008 às 22:24
O Professor Francisco Louçã diss:
«Quem rouba um tostão é ladrão.
«Quem rouba um milhão é barão»
Aproveito para comentar:
« A Lei é como a teia de aranha... só apanha os pequeninos»


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