"Gestão privada poupa ao Estado 25 milhões de euros"
O Estado teria gasto mais 25 milhões de euros em 2007 se o desempenho do Hospital Amadora-Sintra (Fernando Fonseca) fosse pago a valores de outros hospitais, como o Garcia da Orta, em Almada, diz um estudo da Universidade Nova de Lisboa, divulgado durante a cerimónia que marcou os 13 anos da unidade, cuja gestão privada termina no final do ano. A partir de Janeiro de 2009, o hospital passa a ser uma Entidade Pública Empresarial. Segundo o estudo, os custos contratuais por doente no Amadora-Sintra são mais baixos até 20 vezes do que instituições do Estado.
Agora, tire o Senhor leitor a conclusão. O mesmo Grupo Empresarial (Grupo Mello) - a quem retiraram a gestão do Amadora-Sintra a partir de Janeiro 2009, vai começar a construir em parceria público-privada um Hospital no valor de setecentos mil milhões de euros, em Braga, com mais de 700 camas e muitas polivalências para diagnóstico e tratamento de doenças complicadas.
É para questionar. Então um Grupo com provas dadas no Amadora-Sintra é dispensado e simultaneamente escolhido para ser parceiro do Estado em Braga?!...
Não dá muito bem para entender. Por experiência própria, testemunho que o Hospital Amadora-Sintra funciona melhor do que os privados que conheço. Tudo asseado, funcionários simpáticos e eficientes, mais parece um hotel de quatro estrelas do que um Hospital. Algum descontentamento que, eventualmente, possa existir, depende mais da diversidade de culturas da população que serve, gente dos quatro cantos do mundo... do que da estrutura dos serviços.
Parabéns a quem lá trabalha, Boas-Festas e um Bom Ano Novo 2009.
Artur Monteiro do Couto