belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
UM DOS CONTOS MAIS BELOS DA LITERATURA PORTUGUESA

 

             Cestos feitos de vimes

 

 

Os Senhores Visitantes vão gostar de ler a lição que um transmontano de Mogadouro, Distrito de Bragança, nascido há 138 anos e a quem puseram o nome de José Francisco Trindade Coelho,Juiz Régio, nos dá, a todos nós, no conto que escreveu:

                               

 

PARÁBOLA DOS SETE VIMES

 

 

                                                                 «Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os todos sete e disse-lhes assim:

 

 - Filhos, já sei que não posso durar muito; mas antes de morrer quero que cada um de vós me vá buscar um vime seco e mo traga aqui.
- Eu também?– perguntou o mais pequeno, que tinha só quatro anos. O mais velho tinha vinte e cinco e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também – respondeu o pai ao mais pequeno.
Saíram os sete filhos; e daí a pouco tornaram a voltar; trazendo cada um seu vime seco.
   O Pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parte este vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir.
Depois, o pai entregou outro ao mesmo filho mais novo e disse-lhe:
 - Agora parte também esse.
   O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada parti-los a todos. Partido o último, o pai disse outra vez aos filhos:
 - Agora ide por outro vime e trazei-mo.
Os filhos tornaram a sair, e daí a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com seu vime.
- Agora dai-mos cá – disse o pai.
   E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um vincelho. E, voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
 - Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
      - Não podes? -perguntou ele ao filho.  
      - Não, meu pai, não posso.
      - E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.
Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
      - Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um, e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
   Acabou de dizer isto e morreu – e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre de boa irmandade ajuntando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem.»

 

               Comentários à actualidade destas recomendações, deixo-os à reflexão dos Senhores visitantes.
                Apenas pergunto.

 

Com tantos partidos a puxar cada um a brasa à sua sardinha, (aos seus interesses), como pode Portugal oferecer qualidade de vida aos seus filhos?

 

- Treze partidos estão nas ruas, cada um a dizer que é melhor do que os outros e alguns a pôr em causa o trabalho de um Português talentoso, admirado por grandes personalidades a nível mundial, como poderão aplicar a lição que Trindade Coelho nos dá na Parábola do seu livro “Os Meus Amores”, lá no Parlamento?!.... E todos partidos, isto é, desunidos, e muitos deles sem justa causa, esquecem-se de outra máxima :
                         « A união faz a força ».
Esperemos que isto venha a acontecer com os que forem eleitos, quando estiverem em causa os interesses de Portugal, velho e empobrecido.

 

 

 

       Parábola – comparação com objectivo moral.
                           Artur Monteiro do Couto
 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                      

 

 

    

 

 

 

    

 

 



publicado por belezaserrana às 22:49
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