belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
NA ALDEIA DA MINHA VIDA NÃO HÁ LADRÕES.

 

                                         NA ALDEIA  A BELEZA  SALTA DAS ROCHAS

 
               Abrimos os jornais, vemos nas televisões e ouvimos as notícias, a saltar de boca em boca, causando sentimentos de angústia nos cidadãos do mundo. È uma tristeza reconhecer que seres humanos, ricos ou pobres, vivem cercados de ladrões, de violência e de malvadez.
 A ALDEIA DA MINHA VIDA vive tranquila e feliz. Não há ladrões nem há ninguém nas cadeias. As crianças crescem a sorrir e a brincar. Os filhos têm pai e mãe para lhes “dar o pão e a criação.” Pouco a pouco, vão saltando para as Universidades. E aos que subiram na vida, impulsionados pelo suor familiar, mesmo saindo durante o ano lectivo para as grandes cidades, honraram as barbas dos seus maiores. Viram assumir compromissos entre as partes contratantes apenas com uma mãozada e este selo marcou-lhes o destino da dignidade e da honradez.
             Saindo da Aldeia da Minha Vida, que é a do nascimento, e percorrendo muitos centros urbanos, só ouço falar em malandrices de toda a ordem.
              Grandes senhores, assim considerados porque tinham uma muralha de aço à sua volta para os proteger, rapinaram dinheiro e haveres a ricos e remediados, despachando todos os bem intencionados e incautos a caminho da miséria e da sopa dos pobres, ou das sandes, com leite e sumos, distribuídas durante a noite para os revitalizar nas grandes cidades.  É natural que alguns destes  também já tenham sido ladrões dos salários dos operários para jogarem nos casinos, ou para oferecerem ouro e prata às jovens elegantes, de pernas bem feitas, bem perfumadas e utilizadoras de métodos sexuais apaixonantes nas casas especializadas em “striptease” ou das  modelos das Playboy. - Às vezes, há más horas na vida. Compreende-se a fraqueza humana mas rejeita-se “in limine” estas atitudes anti-sociais e parasitárias. Uns gozam,outros pagam e são vigarizados.
Para as trafulhices dos bancos e dos banqueiros, (coniventes às dúzias), não há desculpa nem pode haver perdão. Consideramo-los rapinadores profissionais porque utilizaram os conhecimentos técnicos e a malvadez íntima - para roubarem o suor e sangue das pessoas sérias que se lembram, ou alguém lhes disse, que houve em Portugal um cidadão que foi Primeiro Ministro e que recomendava aos Portugueses que se quisessem ter qualidade de vida, «tinham de trabalhar e poupar.»
Agora, parece que “o que está a dar é roubar”, seja por que “meios for.”
           A salvação está em regressar “às aldeias da nossa vida”, recarregar as baterias que trouxemos de lá, recuperar a confiança da boa semente que lançaram em cada um de nós, e que, ainda, um dia, pode fazer germinar a esperança e a alegria que nos acompanhou ao longo dos anos, quando sentíamos o talento e a sabedoria popular que nos recomendou:
 « Não faças ao outro o que não queres que te façam ti», e pode ser que esta filosofia popular acabe com os lampantins em Portugal e se viva em paz como na nossa aldeia.
           Quer viver momentos felizes? Vá para as aldeias serranas onde até os lobos lhe fazem carinhos. As histórias dos lobos maus, já fazem mesmo parte das histórias que ouvimos quando éramos inocentes.
     O “Homo Homini Lupus” habita os grandes centros. As aldeias não sabem o que isso quer dizer, nem em teoria, nem de facto. As raízes estão puras. Mas as nossas origens, ricas ou pobres, são verdadeiras, amam-nos e oferecem o melhor que têm.
                                Artur Monteiro do Couto

 



publicado por belezaserrana às 23:55
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