“PARA QUE ESTE MUNDO NÃO ACABE”
Documentário cinematográfico realizado na região de Barroso (concelhos de Montalegre e Boticas) pelo cineasta João Botelho.
A razão deste documentário foi explicado publicamente nas instalações do Ecomuseu do Barroso “Espaço Padre Fontes”, na presença da Directora da Direcção Regional de Cultura do Norte, Helena Gil e Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Montalegre e Boticas. Este documentário será, também, editado em DVD.
Os Usos e Costumes, utensílios artesanais e agrícolas utilizados durante séculos ainda existem e, muitos deles, ainda são utilizados pelos camponeses mais velhos e antes que este mundo se acabe e nada de significativo fique para a história antropológica deste povo e desta região que, pela sua pobreza económica e financeira, obrigou a maior parte dos seus filhos a buscarem o pão de cada dia e os sinais da nova civilização em terra alheia. Agora, antes que desapareça tudo, fazem-se diligências e recolhas do que ainda existe “PARA QUE ESTE MUNDO NÃO ACABE”.
NEM TODOS OS PORTUGUESES SÃO IGUAIS
Primeiro deram os computadores “Magalhães”às crianças das escolas. Agora pensam num modelo para os alunos das Universidades Seniores…alguns deles com 80 anos. Só que, a maior parte do país interior não tem cobertura de Internet, nem para os mais jovens nem menos jovens.
Quer fazer uma experiência?
Marque: www.tmn.pt ; abriu a página; 2 -agora clique em cobertura de banda larga; 3- é-lhe pedido que indique o distrito, o concelho e a freguesia de que quer a informação. Exemplo: Vila Real – Boticas – Sapiãos.
E aparece a resposta: «Actualmente não existe cobertura banda larga tmn na zona indicada». E fica a saber que escusa de levar computador para férias ou de o comprar.
E está uma antena na Serra do Leiranco, (dentro da freguesia) e outra a menos de 3 quilómetros, na sede do concelho. Parece mentira, não parece? E já reclamámos há mais de dois anos… e já dissemos isto mesmo, pessoalmente, ao Secretário de Estado, Dr. José Magalhães; e ao Eng.º João Figueiredo, da TMN, em resposta a um telefonema a dar-nos informações, relacionadas com um abaixo-assinado da população.
Antes de gastar dinheiro, pergunte se a empresa que gasta fortunas a querer vender o produto tem cobertura na sua região. E depois, se sentir que a sua região é tratada como não sendo portuguesa, pense em emigrar…ou vá fazer mais uma barraca no litoral.
E se derem ou facilitarem a compra de um computador para os seniores, recomendem-lhes que se não quiserem estragar a vista, têm de comprar um ecran de 20 polegadas. As dimensões do Magalhães são meio caminho andado para o consultório do oftalmologista. E «então, é esmola que mata o pobre»; e é melhor não a querer.
SALÁRIOS EM ATRASO PROÍBEM DESPEJOS E EXECUÇÕES FISCAIS
Os trabalhadores com salários em atraso “por período superior a 15 dias” escapam às execuções fiscais por dívidas de impostos e não podem ser alvo de uma execução de despejo por falta de pagamento de renda da casa, de acordo com a proposta de lei que aprova a regulamentação do Código de Trabalho, apresentado na Assembleia da República.
Também a venda de bens penhorados por dívidas, como mobílias, incluindo a casa “que constitua a residência permanente do trabalhador”, ficam com a execução da sentença, decidida pelos tribunais, suspensa. O Governo propõe que seja o Fundo de Socorro Social, do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, que assegure os respectivos pagamentos das prestações em atraso, “nos termos previstos em legislação especial”.
Data das eleições autárquicas e legislativas
As eleições legislativas vão ser realizadas no dia 27 de Setembro e as Autárquicas a 11 de Outubro. A decisão foi anunciada pelo Presidente da República, Professor Cavaco Silva.
Observação: Aqueles que tanto criticaram e continuam a criticar o Doutor Oliveira Salazar por impedir o voto e a liberdade de muitos portugueses, noutros tempos, e agora não aparecem a votar, sem razões plausíveis, afinal, a que categoria de cidadãos pertencem quando dizem mal de todos os políticos e não votam a favor ou contra eles.
Há dias, junto a uma mesa de votos, um eleitor desabafou que na terra dele, os únicos que não votavam eram os burros ( de quatro patas?...) e os presentes ficaram-se a rir com a crítica aos abstencionistas, pressupostamente espertos e sábios… muitos dos quais classificam de burros e ignorantes aqueles que, generosamente, cumprem os seus direitos e deveres de cidadania.
Coordenação de Artur M. Couto