belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO DE BOTICAS OU A BARRAGEM DE PADROSELOS NO RIO BEÇA?

          DOZE MEXILHÕES PÕEM EM CAUSA A CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM

 

      Segundo lemos no jornal «A VOZ DE TRÁS-OS-MONTES», «A Câmara Municipal de Boticas ainda não definiu a sua posição relativamente à construção ou não da Barragem de Padroselos no rio Beça. O Município prefere adoptar uma postura cautelosa sobre esta matéria e "espera para ver" o evoluir da situação.»

     «Este empreendimento hidráulico pode ficar em causa, após a descoberta de uma colónia de mexilhões não comestíveis de água doce, Margaritífera, considerados em vias de extinção.»

       - Aqui fica o nosso comentário, não científico nem demagógico:

    Ponto 1. No Vale do Côa - Trás-os Montes e Alto Douro - deixou de se construir uma Barragem por causa da campanha política de que "as gravuras não sabiam nadar" e em troca dos benefícios que a Barragem iria trazer para as populações locais, em plena campanha eleitoral, prometeram-se «mundos e fundos» dando a impressão de que toda a gente daquelas humildes terras iria ficar rica com museus e fluxos turísticos. Passados anos, tudo redundou numa desilusão, como vemos e ouvimos nos meios de comunicação social.

      Ponto 2 . Em Lisboa, quando se quis construir a Ponte Vasco da Gama e agora, o Novo Aeroporto, discute-se o incómodo que se vai causar a diversas espécies de aves.

         Em Lisboa e arredores, cortam-se os sobreiros, fazem-se as pontes, umas quase em cima das outras, como o previsto, e os ambientalistas pouco mais podem fazer do que protestar.

 

        Em Trás-os-Montes, pelos vistos, treze mexilhões não comestíveis e que não fazem bem nem mal a ninguém, escondidos num ribeiro de onde as célebres trutas que deram alguma fama e proveito a Boticas quase desapareceram, estão

a impor uma decisão aos humanos encarregados de gerir a natureza em "benefício do homem." Por isso é que se fazem grandes banquetes onde são servidos os mexilhões de outras paragens, sobretudo junto à orla marítima e foi daqui que nasceu a célebre frase: «Quando o mar bate contra as rochas,

quem se lixa é o mexilhão» e quem os saboreia em Lisboa ou no Algarve, são aqueles que  querem vivos os não comestíveis da Barragem que iria abranger três Municípios: Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena.

      E quem pode garantir que um dia não envenenem os treze mexilhões transmontanos e ficarmos, deste modo, sem esta espécie de moluscos e sem os benefícios económicos da Barragem de Padroselos. E se isto acontecesse que iriam dizer os munícipes aos seus Presidentes das Câmaras e, um dia, ao Governo que tomasse a decisão em prejuízo da economia nacional?

             Deixe os seus comentários que, pela minha parte, serão sempre bem-vindos. Como diz o ditado popular:

    «Cada cabeça sua sentença...»

                       Artur Monteiro do Couto

                    

              



publicado por belezaserrana às 16:30
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