belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes
Domingo, 11 de Abril de 2010
A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA E AS BARRAGENS

 UTENSÍLIOS ANTERIORES À ELECTRICIDADE:ferro de engomar,

 candelabro, lampião a azeite e fogareiro a petróleo. Foi com es

 tas novidades da época que viveram os nossos avós ricos.

 

 AS  BARRAGENS DO ALTO TÂMEGA E OS CRÍTICOS

 

    Diz a sabedoria popular: «Cada cabeça sua sentença» e é o que está a acontecer com as barragens adjudicadas à Empresa Espanhola IBERDROLA.

     «Aqui fica a minha sentença», depois de ouvir sábios e ignorantes:

Primeiro. As quatro barragens vão ser instaladas em locais que, até à data, têm sido abandonados pelas populações, pelos autarcas e pelos Governos de Portugal.

                 Em volta desses locais, as florestas ardiam, e continuam a arder, quase todos os anos e a agricultura só era, e é, praticada por resistentes pobres que tinham, e têm, amor às suas origens. Vejam o despovoamento das zonas rurais, à medida que os mais jovens podem dar o salto para o litoral ou para o estrangeiro.

                Vejam a quantos quilómetros ficam os centros de saúde e os hospitais mais próximos; aonde é que os actuais habitantes dos locais onde vão ser construídas as barragens vão arranjar dinheiro para pagar as deslocações dos filhos para as escolas das cidades? Saindo os pobres e os filhos dos pobres do meio das serras, quem vai, amanhã, apagar os incêndios nas florestas que rodeiam os rios, mas que por falta de açudes ou mini-hídricas, nem os helicópteros nem os carros dos bombeiros, actualmente, têm onde se reabastecer?

- É que eu já vivi todas estas situações. Até já estive num funeral de funcionários, com o Administrador Acúrcio Castro à frente, em Boticas, todos queimados, entre os rios Tâmega e o Terva, na freguesia de Pinho, e a exalar uma peste profunda, insuportável mesmo pelos mais resistentes. Observem a fotografia da Serra do Leiranco, neste blog, e vejam quantos pinheiros lá encontram depois de ter estado toda verdejante…Sobretudo, por falta de depósitos de abastecimento de água.

                Aparecerem agora uns meninos das cidades armados em ecologistas a contestarem as “barragens” só por estar na moda ser-se ecologista, é pouco e às vezes ridículo. Todos os cidadãos bem formados devem ser Verdes e Ecologistas, todos amamos a natureza, mas gostamos de ter electricidade em casa, e não as candeias de petróleo e de azeite; todos queremos televisões, rádios, computadores,

Internet, e outras novas tecnologias que vão surgindo todos os dias. E as energias têm de vir de algum lado. Se somos contra a energia nuclear, contra as eólicas nas serras, contra as barragens e outras coisas no género, digam, concretamente o que querem. Voltar à Era da Pedra? Creio que não. Acho que muitos dos contestatários, preferem dormir dias a fio junto ao Pavilhão Atlântico a ver consumir a electricidade pelos conjuntos de que são fãs do que virem para o Alto Tâmega e Barroso viverem à luz da candeia, onde não há as vedetas que fazem gritar e chorar as paranóicas citadinas dos meios urbanos.

                     O que me parece razoável é que defendamos os interesses das populações que vão ser directamente atingidas e, talvez, reivindicar para toda a vida de uma família, um único vencimento e os bónus do presidente da EDP, que ele recebeu só num ano.

                       Quanto a outras vantagens económicas, se tiverem dúvidas ou não souberem mesmo nada, convidem o Dr. José Roquette, banqueiro, vinhateiro (Esporão) e especialista em inovações económicas, a riqueza que das ditas barragens pode surgir para a Região, como está a acontecer com o Alqueva. De críticos ignorantes e de conversa fiada estamos nós fartos. O estado actual da economia portuguesa é um bom testemunho disso.

       

                                 Artur Monteiro do Couto



publicado por belezaserrana às 22:09
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De Antonio Amaro a 14 de Abril de 2010 às 23:58
É verdade, amigo Couto, quem já tem as coisas de que necessita não precisa de as reivindicar. Tem que fazer barulho, usando os meios que que lhes caíram do céu, para manifestarem desacordo com aquilo que aproveitam em benefício próprio.
Além dos utensílios que a imagem nos mostra, que já representam algum "luxo" eu ainda vi tigelas com sebo e uma flor de carqueja como pavio. Também vi cascas de vido, secas e enroladas, a serem utilizadas como velas. Até parece o tempo da pré-história - homem das cavernas. A natureza dava tudo e não havia poluição.
Continua, amigo Couto. Um abraço do Amaro.


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