O PRIMEIRO PRÉMIO DA GRANDE NOITE DO FADO FOI PARA SAPIÃOS (BOTICAS)
Há dezenas de anos que a CASA DA IMPRENSA organiza a Grande Noite do Fado visando a descoberta de novos fadistas que se destaquem a nível nacional.
Andreia do Rio, aluna do 2º ano da Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado,em Chaves, natural de Sapiãos, foi a primeira classificada, a nível nacional, depois de ouvidas (os) cerca de setenta concorrentes.
O concurso final realizou-se no Teatro Municipal de S.Luís,em Lisboa,em 14 de Junho 2008, tendo sido apresentado por Isabel Angelino da RTPi e o Jornalista LAFÉRIA Director da Casa da Imprensa. O Júri teve a participação de elementos do Clube do Fado, Alfama, Lisboa.
A Andreia do Rio interpretou o fado “Cansaço”, de Amália Rodrigues, e com ele, a transmontana saída cá das montanhas do Barroso impôs as suas altas qualidades fadistas aos lisboetas e não só, nascidos a ouvirem cantar e a falar do fado.
A Andreia, através da RTPi vai ouvir-se por todo o mundo e irá encher de orgulho os nossos conterrâneos emigrantes. É que a Andreia, com a sua voz e o seu sentir fadista canta e encanta. Não ganhou o primeiro prémio por ser apoiada por gente famosa. Ganhou por mérito próprio e sem o apoio de ninguém. Aos Pelouros da Cultura das Câmaras Municipais e a alguns dos proprietários de restaurantes que, à partida, dão preferência a estranhos de valor artístico duvidoso, deixamos aqui este reparo. O que é de longe é que é bom… e isto nem sempre corresponde à realidade; e os nossos jovens, os que são bons, têm de ir buscar outras paragens e ir cantar/ trabalhar para o litoral ou para o estrangeiro.
No dia seguinte a ter ganho o prémio, a EGEAC-Empresa Cultural da Câmara Municipal de Lisboa convidou-a para cantar num dos eléctricos dos turistas. E, por acaso, um dos Directores é o Dr. Joaquim Nunes, com casa em Chaves, filho do ex-Comandante da Guarda Fiscal, em Lisboa, Custódio Nunes. Só soubemos deste pormenor quando eu lhe disse que a Andreia era aluna da Escola, em Chaves. É de toda a justiça referir o apoio de um grande amante do Fado, Senhor José Beja, que sempre acreditou nas suas potencialidades fadistas.
As portas do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa foram abertas pelos méritos da Andreia. Esperemos que os transmontanos saibam valorizar aquilo que é seu.
As Casas de Trás-os Montes e ALto Douro de NEWARK (E.U.A) e do Rio de Janeiro (Brasil) já a tinham convidado em anos anteriores. Este êxito também lhes pertence.
Parabéns à vencedora e aos poucos que com ela colaboraram.
Artur Monteiro do Couto