belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes

Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
ARTESANATO DESENVOLVE A MODA E O TEATRO NAS ALDEIAS SERRANAS.

 

              A BELEZA E A ARTE MORAM NAS ALDEIAS DO MONTEMURO 

 

A Serra de Montemuro está inserida num dos mais importantes maciços montanhosos de Portugal, sendo limitada a norte pelo Rio Douro, a poente pelo Rio Paiva e a sul e a nascente por uma linha que abrange os territórios dos municípios da Régua, Resende, Lamego e Castro Daire.

       O isolamento das aldeias de Picão, Gralheira, Mezio e outras estão a renascer utilizando a cultura artística dos Saberes e Sabores.

       Os teares estavam em vias de desaparecimento, o grosso da população já tinha escolhido outras terras, outros ares, novas notas, moedas mais valiosas, mais conforto para os corpos e mais tranquilidade para o espírito.

       Ficaram algumas heroínas, umas já velhas, meia dúzia a caminho dos cinquenta. Pelos montes, víamos os rebanhos a diminuir e os pastores a desaparecer.

       Operou-se o milagre da mudança na montanha.

 

 Passaram por ali uns artistas da moda, do teatro, e uma nova estrela brilhou na escuridão do desencanto.

A primeira estrela foi a estilista Maria Gambrina que observou o trabalho das velhas tecedeiras que teciam o borel das “Capuchinhas” e a elegância das senhoras de cabelos brancos e faces enrugadas, quando em horas de frio se protegiam com elas. A estilista, muito simpática, sugeriu novas peças, nova moda.

 

 

 

        ARTISTA JOVEM E DINÂMICA DEU NOVA VIDA ÀS ALDEIAS SERRANAS

 

 O Teatro expandiu cultura e felicidade e motivou cidadãos a regressarem à terra natal.

 

 

                ARTISTAS INSPIRADOS NAS VIVÊNCIAS RURAIS

 

     Os camponesas trocaram as enxadas e os arados, momentaneamente, pela arte de representar. Uma nova esperança os motivou a olhar para a rusticidade com olhos diferentes. Afinal, já sabiam fazer coisas bonitas como as que só tinham visto na televisão.

   - "Deixámos de nos considerar uns parolos miseráveis a viver no meio dos lobos; agora até os representamos no palco como se faz nos teatros das cidades e batem-nos palmas" - dirão eles.

     O que se está a fazer nestas aldeias, a contemplar as belezas do Douro e o brilho das estrelas, pode e deve ser imitado, talvez na nossa. 

                              Artur Monteiro do Couto



publicado por belezaserrana às 16:03
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