belezas paisagisticas e artisticas de Trás-os-Montes

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
É DOLOROSO NASCER, VIVER E MORRER NALGUNS MEIOS RURAIS.

 

NEM TODOS OS PORTUGUESES TÊM DIREITO A DESCANSAR NOS SOFÁS

 

              Este assunto diz respeito a todos os portugueses.

Numa análise global, uns nasceram nas aldeias com uma existência mais próxima da actualidade e, numa percentagem elevada, mesmo os que nasceram e vivem nos grandes centros urbanos, são filhos, netos ou bisnetos de camponeses alumiados à luz da candeia, das velas ou dos gasómetros (estes mais abastados). A vida foi difícil para muita gente que transformou as pedras em pão centeio no Barroso, ou em vinho na região do Douro. O Professor Doutor António Barreto é um estudioso competente e talentoso na abordagem científica deste e outros temas sociológicos. Só visitando museus e consultando livros escritos, antigos ou modernos, da especialidade, ou vendo filmes com imagens, é que se pode ter uma noção da realidade não muito distante.

            Os tempos avançaram; os modos de viver são diferentes mas as disparidades entre as “Cidades e as Serras” continuam bem patentes e as pessoas serranas continuam a fugir para as cidades portuguesas ou estrangeiras. Paris é o melhor exemplo dessa fuga. E entre as pedras, as urzes, tojos, carquejas e trabalhos agrícolas que servem apenas para “matar o corpo”, preferem os ares do mar, mais amenos do que os das geadas e ventanias invernosas transmontanas e beirãs (Serra da Estrela).

Fazendo a comparação entre «Censos 2001 e 2011» verificamos que os cânticos à volta da “Grândola Vila Morena” e o levantar dos punhos da mão esquerda ou da mão direita só têm piorado a situação. Por isso é  que, entre muitas coisas, foi imposto a Portugal, pela «TROIKA», eliminar concelhos e remodelar o funcionamento das freguesias. É uma medida pouco agradável para alguns, mas profilática para todos os que rejeitam o Portugal mendigo. E isto tem de ser cumprido, custe o que custar a todos nós, quer em termos económicos quer morais.

      - Só no distrito de Vila Real há 7 (sete) concelhos com menos de 10.000 (dez mil habitantes) - e Mesão-Frio, seguido do meu na escala descendente –Boticas-5747, tem apenas 4.423; tantos como um condomínio fechado em Lisboa.

      - E para tratar assuntos de 43.964 cidadãos serão precisos tantos automóveis de luxo, tantos presidentes e tantos vereadores, para fazerem e desfazerem obras de interesse discutível? ... Estamos solidários com os que defendem a mudança justa e necessária. É evidente que não queremos responsabilizar nem menosprezar o trabalho de nenhuma Câmara Municipal ou Junta de Freguesia. Muito menos no que diz respeito aos meus vizinhos – os maiores empregadores da região, com relevância para o apoio à Santa Casa da Misericórdia, à qual nos referiremos, proximamente. 

 O que se deseja é que se façam estudos e tomem medidas que defendam os mesmos direitos dos portugueses, vivam eles nos campos ou nas cidades. Não estamos a pensar na igualdade mítica defendida por algumas doutrinas políticas. Apenas defendemos a resolução dos problemas com os saberes adquiridos por operários e empresários e não as teorias dos “vendedores da banha da cobra”, intitulem-se eles da esquerda ou da direita.

       Alguns centros escolares, a funcionarem bem, podem servir de exemplo para resolverem a burocracia de algumas autarquias.

       Apresentamos-lhes um espelho bem visível do desinteresse em resolver os problemas dos camponeses pobres do concelho de Boticas, não sabemos por quem: 

 

      

       Vejam só a inutilidade de um armazém construído, salvo erro,

antes de 1974, pela ex-Junta Nacional das Frutas.Está omisso nas Finanças.Conheço pessoas que já tentaram comprá-lo. Fiz diligências junto do anterior Ministério das Finanças; ninguém soube dizer quem era o dono... Sabe-se que foi pago pelo Estado, pago por todos nós... A Cooperativa Agrícola actual não tem instalações capazes...Segundo nos informaram, foi salva da falência pelo apoio que o Município lhe deu e continua a dar...

e não pode utilizar estas instalações; e isto é só uma amostra da anarquia económica e administrativa que tem reinado em Portugal.E o número dos que continuam a fugir para o estrangeiro continua...,infelizmente. 

 

                           Artur Monteiro do Couto



publicado por belezaserrana às 19:09
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